Julia Dias Tozato Psicóloga e Neuropsicóloga · CRP 06/176959

Neuropsicologia

Código TUSS da avaliação neuropsicológica: o que é e como conferir

O código TUSS é o número que identifica um procedimento, como a avaliação neuropsicológica, na troca de informações entre profissionais de saúde e planos de saúde. Ele aparece em guias, pedidos de autorização e, às vezes, em recibos para reembolso. Não existe, porém, uma resposta única para “qual é o código”: o que vale é a codificação que a sua operadora usa para esse procedimento no seu contrato, e ela pode ser consultada por escrito.

Este artigo explica o que é a TUSS, por que o código aparece no processo da avaliação neuropsicológica pelo convênio e como conferir o código certo sem depender de uma lista que circula na internet. É um conteúdo educativo, que não substitui a orientação da sua operadora nem a avaliação de um profissional.

O que é a TUSS e quem define os códigos?

A TUSS é a Terminologia Unificada da Saúde Suplementar. Ela faz parte do Padrão TISS, o padrão obrigatório para troca de informações entre operadoras e prestadores. Segundo a Resolução Normativa ANS nº 501/2022, a TUSS é o conjunto de termos que identifica os eventos e itens assistenciais na saúde suplementar, e compete à ANS estabelecê-la e atualizá-la.

Na prática, a TUSS funciona como um “idioma comum”: o profissional e a operadora usam o mesmo código para falar do mesmo procedimento. Isso reduz erros de cobrança e de autorização.

Por que o código TUSS aparece na avaliação neuropsicológica?

A avaliação neuropsicológica é um processo com várias etapas: entrevista, aplicação de testes, correção e devolutiva. Quando o plano de saúde participa, seja autorizando na rede credenciada, seja reembolsando um atendimento particular, a operadora precisa identificar o que está sendo solicitado ou cobrado. É aí que entra o código.

Você pode encontrá-lo em três situações:

  • na guia de solicitação enviada à operadora, quando o caminho é a rede credenciada;
  • no pedido de autorização, quando a operadora exige que o procedimento venha codificado;
  • no recibo ou nos documentos do reembolso, quando a operadora pede o código ou a descrição do procedimento.

Para entender como esse caminho funciona em uma operadora específica, veja como pedir avaliação neuropsicológica pela Unimed.

Existe um código TUSS único para a avaliação neuropsicológica?

Não é seguro afirmar isso. Ao pesquisar, é comum encontrar listas e planilhas com números atribuídos à avaliação neuropsicológica, mas elas são de operadoras e de sites diferentes, nem sempre estão atualizadas e nem sempre dizem a que o código se refere (a avaliação completa, uma sessão, uma hora de atendimento).

Há dois motivos para desconfiar de um número copiado de outro lugar:

  1. A tabela é atualizada. A ANS pode incluir, alterar e retirar termos, e as operadoras ajustam as suas tabelas a cada mudança.
  2. A forma de cobrança varia. Algumas operadoras autorizam o procedimento por sessão, outras por etapa ou por conjunto de sessões, e isso muda o que consta na guia.

Por isso, usar um código errado pode gerar negativa por erro de preenchimento, mesmo quando o procedimento teria cobertura. Em vez de confiar em um número encontrado na internet, peça o dado à fonte certa.

Como conferir o código TUSS com a sua operadora?

Um roteiro simples, em ordem:

  1. Pergunte à operadora. Pelo canal de autorização, pergunte: “Qual é o código TUSS que vocês usam para avaliação neuropsicológica e como ele é cobrado: por sessão ou pelo processo todo?”
  2. Peça a resposta por escrito e anote o número do protocolo.
  3. Consulte a tabela da operadora, quando ela estiver disponível no portal do beneficiário ou no site, e confira se a descrição do procedimento bate com o que o médico pediu.
  4. Leve o código ao médico que faz o pedido. O pedido médico com a hipótese clínica costuma ser o ponto de partida; se ele não estiver alinhado ao que a operadora codifica, o pedido pode voltar.
  5. Se o caminho for reembolso, pergunte o que o recibo precisa trazer. Algumas operadoras pedem o código, outras apenas a descrição, o CRP e os dados do profissional.

Para saber como funciona o reembolso, os documentos mais pedidos e o que a Julia emite, veja a página de convênios e reembolso.

O código TUSS garante que o plano vai cobrir?

Não. O código apenas identifica o procedimento. Quem decide se há cobertura é o contrato, em conjunto com o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar da ANS. A Lei 14.454/2022 alterou a Lei 9.656/98 e estabeleceu que o rol é a referência básica de cobertura, podendo haver exigência de procedimentos fora dele quando houver comprovação de eficácia baseada em evidências científicas ou recomendação de órgãos como a Conitec, entre outros critérios previstos na lei.

Ou seja: ter o código certo evita erro de preenchimento, mas não substitui o pedido médico bem justificado nem a análise da operadora. Para um panorama maior, leia sobre a avaliação neuropsicológica pelo plano de saúde.

E se o pedido for negado por causa do código?

Erro de codificação é uma causa possível de negativa, e costuma ser resolvido sem grande complicação quando é identificado. Alguns passos ajudam:

  • Peça a negativa por escrito, com o motivo informado pela operadora.
  • Confira se o motivo é de codificação (código divergente do pedido, descrição incompleta) ou de cobertura.
  • Fale com o médico solicitante para ajustar o pedido, se for o caso, e reenvie com o protocolo anterior.
  • Use a ouvidoria da operadora e, se não houver solução, a ANS, pelo Disque ANS (0800 701 9656), conforme o portal da ANS.

Em disputas contratuais, um advogado ou um órgão de defesa do consumidor é quem pode orientar. Isso foge do que um artigo de psicologia consegue oferecer.

Por que guardar o registro de cada contato com a operadora?

Como o código e as regras de cobrança podem mudar entre uma consulta e outra à operadora, vale manter um registro simples: data do contato, nome do atendente, número do protocolo e o que foi informado sobre o código e sobre os documentos. Se houver divergência mais adiante, por exemplo uma negativa que contradiz a orientação recebida, esse histórico ajuda a esclarecer o que foi combinado e a pedir a revisão com base em informações concretas.

Guarde também uma cópia do pedido médico, da guia e do recibo. Esses documentos costumam ser pedidos juntos, e tê-los organizados evita idas e vindas que atrasam o início do processo.

Quem preenche o código: o médico, a operadora ou a psicóloga?

Depende do caminho escolhido. Na rede credenciada, o fluxo é da operadora: o médico faz o pedido, a guia é enviada e o profissional credenciado atende conforme a autorização. No reembolso, a operadora costuma informar o que deve constar no recibo, e o profissional emite o documento conforme essa orientação, dentro do que a sua prática permite.

O atendimento de Julia Dias Tozato é particular, sem credenciamento direto a convênios, e o recibo detalhado é o documento que pode ser usado no pedido de reembolso, conforme as regras do seu plano. Pergunte à operadora, antes de iniciar, o que ela exige.

O que mais vale perguntar antes de começar?

Além do código, algumas perguntas evitam surpresa no meio do processo:

  • A avaliação neuropsicológica tem cobertura no meu plano? Há carência ou limite de sessões?
  • Preciso de pedido médico? De qual especialidade?
  • A autorização vale para o processo inteiro ou cada sessão precisa de guia própria?
  • Meu plano tem reembolso para profissional fora da rede? Qual o prazo para pedir?

Para entender o que a avaliação envolve em cada etapa, veja a página de avaliação neuropsicológica em Santos.

Dúvidas sobre o seu caso?

Para tirar dúvidas sobre como funciona a avaliação e sobre os documentos que costumam ser pedidos para reembolso, fale com a psicóloga e neuropsicóloga Julia Dias Tozato (CRP 06/176959) pelo WhatsApp (13) 99660-7711. O consultório fica na Av. Conselheiro Nébias, 628, Boqueirão, Santos/SP, e o atendimento também acontece online.

Perguntas frequentes

Qual é o código TUSS da avaliação neuropsicológica?

Não existe um número único que sirva para todos os casos. A TUSS é uma tabela da ANS, mas cada operadora define como cobra e codifica o procedimento no seu contrato. O caminho seguro é pedir à sua operadora, por escrito, o código que ela usa para avaliação neuropsicológica.

O que é a TUSS?

É a Terminologia Unificada da Saúde Suplementar, o conjunto de termos e códigos que identifica procedimentos e itens de atenção à saúde na troca de informações entre prestadores e operadoras de planos de saúde. Cabe à ANS estabelecê-la e atualizá-la.

Preciso do código TUSS para pedir reembolso?

Muitas operadoras pedem o código na guia ou no recibo, mas as exigências variam. Pergunte à sua operadora quais documentos ela aceita e se o recibo precisa trazer o código do procedimento.

Ter o código TUSS garante que o plano vai cobrir?

Não. O código só identifica o procedimento. A cobertura depende do contrato, do Rol da ANS e da análise da operadora para cada pedido.

Quem informa o código TUSS: o médico ou a psicóloga?

Depende do caminho. Na rede credenciada, o pedido médico e a guia seguem o fluxo da operadora. No reembolso, é comum que a operadora diga qual código ou descrição deve constar no recibo. Confirme antes de começar.

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